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Produtivo demais, inteligente de menos | O preço oculto de usar IA

  • Foto do escritor: Kassiano Barcellos Borges
    Kassiano Barcellos Borges
  • 25 de mar.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 25 de mar.

Durante esses 3 últimos anos anos usando IA diariamente comecei perceber que eu tava ficando cansado e com a minha memória fraca, não lembrava nem o que tinha comido a horas atrás.


No primeiro momento achei era teto meu, ou seilá, poderia ser a hiperprodutividade que meu antigo trabalhado me exigia. Bom, foi ai que foi pesquisando um pouco mais afundo sobre os meus sintomas que descobri esse estudo que vale muito a pena a gente entender.




Esse estudo recente realizado em Junho de 2025 pelo MIT acendeu um alerta na minha cabeça sobre os efeitos do uso de ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, Claude ou outras IAs que a gente costuma usar no processo de estratégia, escrita e aprendizado.


A pesquisa comparou grupos de pessoas que escrevem textos com o auxílio de IA, outras que usam apenas do Google e fontes de pesquisa e outras que NÃO USAM nenhuma ferramenta, analisando não só o resultado final, mas também o que acontecia no cérebro durante a atividade.


Os resultados foram insanos.


Os resultados mostram que embora os textos com IA sejam mais estruturados e receberam melhores avaliações, o CUSTO COGNITIVO pro nosso cérebro está sendo MUITO ALTO.


Os participamentes que utilizaram Chat GPT apresentaram menor senso de autoria (tu não sente que o texto é seu) e menor atividade cerebral, indicando a redução de esforço mental. Também tiveram dificuldade de lembrar o que tinham escrito.


O detalhe que mais me pegou que ao longo dos meses, esses participantes foram ficando progressivamente mais preguiçosos.


Esse fenômeno os pesquisadores chamaram de “dívida cognitiva”, que basicamente estamos delegando parte do pensamento crítico à IA. Ao longo prazo, isso compromete a nossa memória, atrofiando a criatividade e o tal famigerado pensamento crítico.


A questão que não é sobre demonizar a IA, mas aprender usar de forma correta, é como fumar, em vez de fumar 02 maços cigarro por dia, fuma 2 crivos e tá tudo certo (ok, esse exemplo ficou péssimo).


"Do ponto de vista psiquiátrico, percebo que a dependência excessiva desses aplicativos de aprendizagem pode ter consequências psicológicas e cognitivas indesejadas, especialmente para os jovens, cujos cérebros ainda estão em desenvolvimento. Essas conexões neurais que ajudam no acesso à informação, na memorização de fatos e na capacidade de resiliência: tudo isso acaba se enfraquecendo." afirma Dr. Zishan Khan. Fonte

A dica de ouro pra recuperar a sua massa cinzenta:


Antes de abrir o chat, organiza tuas ideias, define a estratégia inicial e busca TU MESMO as referências que acha interessantes pro projeto. A partir disso, daí sim tu entra com o apoio dos robôs: pra revisar, diagramar melhor, sugerir melhorias e talvez expandir com o que você não pensou inicialmente.


O segredo é questionar as respostas, ajustar com a sua própria voz e parar de usar IA no piloto automático pra tudo.


No fim, quem usa a IA como parceira e não como substituta do pensamento, tende a extrair o melhor dos dois mundos: produtividade sem abrir mão da própria capacidade crítica.


Fico por aqui, até mais!

@kassianobarcellos


A minha ideia a partir de agora é começar criar conteúdos falando sobre meu processo criativo, as coisas que eu gosto e trazendo mais clareza sobre maneiras de como continuar usando o cérebro antes que ele vire uma sacola vazia.



 
 

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